terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UM VINHEDO TODO NUMA SÓ VIDEIRA (3)

No próximo dia 11 de fevereiro estarei assistindo a vindima no "vinhedo do mundo", iniciativa de meu amigo Rinaldo Dal Pizzol, nas proximidades de Bento Gonçalves, RS. Trata-se de uma coleção ampelográfica que está formando uma amostragem de variedade de uva de todas as partes do mundo. Darei mais detalhes  quando voltar! Os vinhedos do mundo estão representados em um só vinhedo no Parque Temático da vinícola Dal Pizzol.
Outro caso até mais surpreendente faz a coleção ampelográfica em uma só planta, uma videira foi formada a partir de porta-enxerto que teve um desenvolvimento excepcional em poucos anos, de tal sorte que foi possível enxertar uma variedade de uva a cada comprimento básico.


Assim Sérgio Semerdjian, de origem na Armênia, foi buscar na terra de seus antepassados a inspiração para desenvolver um vinhedo em uma videira só.
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O mais interessante é que, enquanto a videira se expande horizontalmente para ambos os lados e novas variedades vão sendo enxertadas, os primeiros enxertos já estão produzindo suas uvas, conforme pode ser notado nas fotografias.



Neste ano muitas dezenas de novas variedades serão aplicadas na videira, aumentando o tamanho do vinhedo e candidatando-o ao livro dos récordes. Para tanto inspeções de técnicos de alta especificação estão ocorrendo e seus relatórios enviados para a organização internacional da uva e do vinho  OIV.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O CONSUMIDOR BRASILEIRO CONTINUA POUCO CRIATIVO

O consumo de vinhos pelos brasileiros continua no geral muito baixo enquanto que pequenas ilhas batem récordes! Na média ainda estamos na Idade Média!

A produção anual de vinhos finos continua fazendo um grande esforço para aumentar a sua oferta, mas esbarra no baixo consumo per capita dos brasileiros e pela maior presença dos vinhos finos importados.

Tomando 2011, foram importados quase 78 milhões de litros de 31 países distintos, um crescimento de apenas 3%, que somados à produção brasileira de cerca de 20 milhões de litros, desenham um quadro desanimador do perfil do consumidor brasileiro que continua dando preferência às zurrapas de híbridas americanas.

A composição dos vinhos importados mostrou evolução se analisada do ponto de vista do volume vindo de cada origem.

A classificação dos 10 países que lideraram a exporção de vinho para o Brasil mostra a seguinte ordem: Chile, Argentina, Itália, Portugal, França, Espanha, Uruguai, África do Sul, Austrália e Estados Unidos. Porém, o volume total exportado pelos quatro primeiros da lista diminuiu de praticamente 90% para 72%.

A evolução no conjunto de vinhos importados ficou por conta da diversificação de rótulos ofertados com aumento por país como, por exemplo, Grécia (97%), Austrália (95%), Nova Zelândia (46%) e Espanha (32%).

A adoção injustificada da exigência do selo fiscal não atrapalhou efetivamente, nem o vinho importado, nem o vinho brasileiro. Simplesmente colocou um complicômetro burocrático, excrescência própria de um país que não consegue ver o vinho como uma bebida saudável e nobre.

É uma pena que, enquanto nos países civilizados, o vinho é classificado como alimento, aqui o vinho é jogado na mesma vala comum da pinga e outros destilados de segunda.