sexta-feira, 22 de outubro de 2010

VINHOS BIODINÂMICOS NAS ALTITUDES ARGENTINAS DE COLOMÉ

A minha simpatia pelos vinhos biodinâmicosse apoia em diversos fatos. Primeiramente, meu avô morou na Alemanha e conviveu com o genio criador da antroposofia, Rudolf Steiner, traduzindo o pensamento deste em ensaios, artigos e livros, dos quais recebi alguns conhecimentos desta filosofia. Em segundo lugar, guardadas as devidas transposições para um mundo leigo, os tratos culturais orgânicos e os procedimentos biodinâmicos asseguram para o vinhedo a autenticidade do terroir local, sem aportes de materiais estranhos. Finalmente, sou influenciado pela empolgação do meu amigo Didu Russo, um defensor das coisas naturais e honestas.

Quando participei da degustação vertical dos vinhos de Jean-Pierre Amoreau, do centenário Château Le Puy, localizado em área nobre de Bordeaux,tive uma prova cabal da qualidade superior dos vinhos, mesmo sendo biodinâmicos como querem os cépticos.

Depois, degustando vinhos da AOC Coulée de Serrant, Sauvennières, Loire, denominação particular para os vinhos biodinâmicos de Nicolas Joly, amplos, untuosos, frescos e de grande preenchimento do centro da nossa boca, definitivamente varri toda sorte de prevenções e preconceitos que vinha ouvindo de produtores que adotam soluções mais simples, embora danosas à sustentabilidade do planeta.

Na Argentina, província de Salta, visitei a bodega mais antiga em funcionamento naquele país, que opera alguns vinhedos mais altos do mundo.São vinhedos biodinâmicos que vão de 2.500 a 3.111 metos de altitude!

A preparação dos compostos concentrados requer a colocação dos mesmos em chifres ou bexigas de animais ou mesmo soltos.



Depois os ingredientes são enterrados para sofrerem maturação biodinâmica em receptáculos com o próprio solo.





Antes da aplicação, os elementos básicos são dinamizados através da mistura com veículos de aplicação



O composto biodinâmico final é aplicado como alimento do solo.



A defesa biodinâmica dos elementos nocivos... são complementados com tratos culturais que respeitam a fisiologia da videira para a produção de cargas menores de uvas melhores.

Na adega, amplas e moderníssimas instalações em aço inoxidável dão suporte ao trabalho enológico com os recursos naturais (leveduras selvagens) e sem a utilização de aditivos (muito comum hoje em dia) para corrigir o vinho, para dar aromas e cor que não são dele.

O argumento final, sem discussões estéricas, está na degustação de toda linha de vinhos Colomé, com os vinhos apresentando grande presença de boca, qualidade, complexidade e agradabilidade.

Se você quizer tomar os vinhos da Colomé, ou seja, Colomé Reserva, Colomé Estate Malbec, Colomá Torrontés, Amalaya, etc., procure na importadora Decanter.

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